1.30.2009

pinceladas



do estado da perna do M.
"ainda me dói, mas já estou melhor" ...


e ainda sobre mim

Tirei o curso de design gráfico, mas o que eu gosto mesmo de fazer é desenhar e foi com esse objectivo que há 7 anos decidimos vir viver para o Alentejo. Para pintar. Pintar…
Habituada a ver o mar desde que nasci esta imensidão verde deixa-me algumas vezes melancólica.

Os primeiros anos foram difíceis. Eu transpirava cidade e coisas bonitas. Bonitas porque não conhecia outras realidades. Habituada ao frenesim dos jornais, às tertúlias que se estendiam pelas noites, às conversas infindáveis que aos poucos davam lugar ao sono.

Senti-me a adormecer.

Hoje tudo mudou, não sei bem se respiro campo e transpiro cidade ou vice-versa.
As tertúlias aconteceram em novo espaço, com novos amigos. E quando chegam a casa os da distância é como se me reencontrasse uma vez mais.
Voltou a pintura e uma calma interior.

(Pelas minhas contas faltam-me ainda umas dez coisas sobre mim)

Este quadro faz parte de uma exposição em Castro Daire a inaugurar a 16 de Fevereiro (completo aqui)

1.29.2009

de sabores






Não é um livro de cozinha, mas é igualmente saboroso. Como é saboroso falar pessoalmente com a Margarida Botelho e quem já o fez sabe do que eu estou a falar. Quando fala do seu trabalho ganha novas cores, faz-nos mergulhar naquele mundo de fantasia tão próprio dela. Já nos tinha deliciado com outros livros, mas este é sem dúvida o grande livro da Margarida.
É um livro de afectos, de cheiros, de sabores, de letras que se cozinham e que tornam os livros aquilo que são. Objectos especiais.
As Cozinheiras de Livros, de Margarida Botelho e editado pela Editorial Presença

Gosto de olhar para o M. e perceber que também ele já sente que um livro é uma companhia e um amigo especial

Da minha ausência, pouco há a dizer excepto o mimo que duplicou e o cansaço que lhe perdi a conta. Tem ficado mails por responder, telefonemas perdidos e uma exposição adiada para 16 de Fevereiro.
Chegaram mimos pelo correio, mails com mimos e com outros desafios. 16 coisas sobre mim… que vão saindo aos poucos..

Gosto de livros, de letras. De gente que brinca com elas. Adorava como diriam os brasileiros de “escrever bonito”.
Não gosto de frio. Mesmo assim gosto das cores com que o Outono pincela esta paisagem, dos estalidos das folhas, do cheiro a quente na casa.
Gosto de casa, de me “amesentar”, perdida nas comidas e nas conversas. Gosto de casas cheias. De famílias grandes. De amigos por cá.
Apesar de ser o A. o homem da cozinha, ficam para mim os doces e os pratos de inventar, como se de telas se tratassem.

1.14.2009

little red riding hood





Apesar da psicanálise ter atribuido a estas duas personagens (o lobo e o capuchinho) um carácter sexual tão forte, confesso, prefiro deixá-lo para um Eu teórico.
A beleza, a estética e a emotividade aliada a uma dada candura faz da história do capuchinho vermelho e dentro do universo dos irmãos Grimm uma das minhas preferidas.

lobos que me fascinam

meninos que se vestem de lobos em pele de cordeiro

revistas que os materializam

pessoas que os reinventam articulando-os ou simplesmente dando-lhes novas formas

e de livros diferentes

1.09.2009

in red



não sei se com o coração aqui e a cabeça em outro lugar, sei que aos poucos vou agarrando os projectos que estavam a descansar. as ideias ganham formas e as palavras ganham cores.

de ontem fica um obrigada a quem me convidou e um obrigada a quem apareceu para me ouvir.

a (T)i obrigada pelo mail
.."Foi muito bom reencontrar-te no teu mundo, na tua expressão dos afectos e na tua poesia."...

1.07.2009

mãos de açucar e afecto



..."Gostamos de dizer e que nos digam palavras doces, que nos adocem a boca. Reconhecemos , sem problemas de consciência, que se trata de uma singela, ingénua, dulcíssima verdade. E a doçura significa o que é bom, afectuoso, querido. Nós, em Portugal, temos uma experiência de séculos a lambuzar-nos."...

É delicioso o texto de David Lopes Ramos que integra este livro sobre o design da pastelaria semi-industrial portuguesa.
Fabrico Próprio é mais do que um livro magnificamente ilustrado. é o carácter pedagógico inerente, mas é também um projecto multidisciplinar que conta além do próprio livro, com um site e um workshop.

Um projecto de Pedrita e Frederico Duarte que vale a pena ler de "fio a pavio".
Para conhecer melhor o livro e quem quiser pode ainda fazer parte de um grupo no flickr criado pelos mesmos ou simplesmente viajar por este mundo do açucar.

A ti DLR Só me ocorre a frase de um amigo comum "não me convinha que fosse tão bom"

1.06.2009

cantar os reis



O cantar dos reis é uma antiga tradição celebrada no dia de Reis. Grupos chamados de "reiseiros", juntavam-se para as celebrações. Durante a noite do dia 6 de Janeiro estes grupos percorriam as ruas da cidade dançando e tocando em procissões e cantavam às portas das casas.
A tradição estende-se no cantar das Janeiras, uma forma de invocar o deus Jano e pedir-lhe que afaste os maus espíritos.

De outros reis

A Árvore das Histórias de Natal de José Jorge Letria e com ilustrações de Viktoriya Borshch é um livro que guarda dez contos sobre esta quadra. Dos reis fica este conto.

e rainhas

para os dois


Um bom exemplo da modernização é a “Fábrica de Pentes do Ribeirinho”, fundada por Manuel Teixeira e sediada em Guimarães desde 1905. Começou por fabricar pentes e ganchos em chifre de boi. Em 1954 adquire máquinas de injecção de plástico, matéria-prima de que passará a depender inteiramente. E é na década de 50 que atinge o seu ponto áureo. Os seus brinquedos, especialmente os automóveis em miniatura, contam-se entre as peças mais apreciadas pelos coleccionadores do género. Após a crise de petróleo dos anos 70, a caducidade dos moldes e engenhos, e a concorrência feroz de produtos oriundos do Extremo Oriente faz com que a produção de brinquedos pare. Dando-se o seu fecho em 1992

Os guizos são do fabricante português Ribeirinho e são do final dos anos 50.
Atendendo às baixas temperaturas a neve mantém-se pelo blog

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