2.17.2009

in red




Vi este livro pela primeira vez aqui por altura das Palavras Andarilhas , ainda na sua língua matriz, escrito por Antonio R. Almodóvar e ilustrado por Marc Taeger, o mesmo ilustrador deste.

Resolvi esperar e passados dois anos, chega a Portugal. Com o prémio Daniel Gil para melhor álbum ilustrado de 2005. Recontada, ou reescrita segundo recolha na tradição oral, esta história rompe com todas as ideias feitas do que é o Capuchinho.

Em “A Verdadeira história do Capuchinho”, encontramos uma menina que afinal nem sequer jeito tem para a costura. A fama de gulosa e a sua extrema curiosidade são realçadas não só pelo texto como pela ilustração. As personagens quase vindas do universo infantil adquirem grande expressividade e a representação do Capuchinho surpreende em cada página. Uma delas quase nos faz lembrar as primeiras representações do Mickey ou mesmo algumas alusões ao Pinóquio.

2.16.2009

ainda de castro daire



quero agradecer a todas as pessoas que me têm enviado mails por causa do meu trabalho e particularmente por causa desta exposição, bem hajam

obrigada também a quem mesmo à distância já ficou com telas

2.11.2009

a aventurar





Como diria João Miguel Tavares da Bedeteca, Deve haver um poderoso anjo da guarda a velar pela mais famosa das obras de Kenneth Grahame "O Vento nos Salgueiros".

Com 100 anos feitos em 2008 conta com inúmeras reedições, uma adaptação televisiva, feita entre 1984 e 1988, a qual deixou uma marca indelével a quem a seguiu nas aventuras dos quatro personagens principais. Adaptado também ao cinema em 1997, pela mão de Terry Jones é sem dúvida um filme de referência não fosse ele contar com quase todo o elenco dos Monthy Python.
Chegou ao teatro e à bd, através de Michel Plessix

Há muito que me apetecia pegar neste livro e quase como um teste na capacidade de concentração e maturidade do M. no que respeita a esta coisa de letras, e a propósito de um desenho animado na rtp2 em que o protagonista da história se depara com um livro sem imagens, tornou-se a nossa leitura da noite.

Sei que ainda não é um livro para ele, mas que pode ser uma espécie de novo prato, que se introduz paulatinamente. Que se aprende a gostar e a apreciar. Como se tratasse de um novo paladar. Cheio de palavras que ainda não fazem parte do seu léxico, o que deu direito a inúmeras interrupções, e ainda bem que assim o foi, sei que o interesse foi desperto. E para mim foi o mais importante.

Originalmente ilustrado por Ernest Howard Shepard, vale a pena ver o que se fez pelas mãos de outros ilustradores nestes últimos 100 anos.
E já agora uma ida ao youtube com a pesquisa "The wind in the Willows

Esta edição “O vento nos salgueiros", de Kenneth Grahame, com ilustrações originais de E.H.Shepard, é da Tinta da China, 2007 , com tradução de Júlio Henriques.

2.10.2009

de afectos



"Contemplou os seus livros com tanto afecto, como se em cada um estivesse uma página da história do seu coração" Camilo Castelo Branco in Amor de Perdição

De coração um pouco mais aliviado porque o M. ontem tirou o gesso ficam algumas angústias por o ver andar assim, como se se tratasse dos seus primeiros passos.

Para encher o coração chegou este da Helena Zália e que fez parte da exposição "o que guarda o coração" - muito obrigada
Obrigada também a ti Virgínia pelas tuas palavras

2.05.2009

a pedir que não chova



o dia acordou assim, capaz de se abrirem janelas. deixar o ar entrar apesar do frio que ainda se faz sentir. estava a precisar porque começo a sentir-me com algum mofo

2.03.2009

apimentar a vida



ontem experimentou-se. esperou-se bem mais do que a receita dizia. as opiniões dividiram-se. houve quem achasse que há coisas que podem permanecer no seu estado natural, simples, que só as enriquece. saboreámos mais uma vez. a repetir numa versão ainda mais "toast and spicy"


requeijão, malaguetas, pimenta moída na hora, azeite, sal, oregãos e manjerona fresca


still working



Gostava que assim não fosse, mas não consigo lidar com projectos a longo prazo, talvez por ser demasiado imediatista. a espera satura-me e causa-me insónias.
Hoje foi uma dessas noites. Entre pensamentos lembrei-me do livro de Somerset Maugham, O fio da navalha, e na possibilidade de descobrir um mundo totalmente novo. Vamos ver se acontece...

Entrei numa espécie de contagem final, tanto para a exposição em Castro Daire (dia 16), como retirar o gesso da perna do M (dia 9?) e perceber que só consigo trabalhar sobre pressão, numa espécie de fio da navalha

2.02.2009

dar o laço



Recheada de afectos, de mimos, com o coração perto da boca.
Gosto de histórias. De objectos com história. Com mais ou menos valor. Gosto de gente mais velha. Porque têm história e contam histórias.

Laços infantis faz parte desses objectos. Do início dos anos 80 fizeram parte da minha infância e voltam agora numa forma de novos-velhos. Novos porque nunca tinham sido manuseados.
Originalmente fabricado pela Sallent Hermanos, S.A na Catalunha e mais tarde adquirido pela majora e por outros países.

Hoje vamos brincar e aprender a dar laços

Ontem precisei de ti.


Ontem precisei de ti. Procurei, procurei e não consegui encontrar. Tu terias deslizado o dedo pelas lombadas, como quem corre as teclas de um piano e terias escolhido o livro, aquele livro que incessantemente procurei. Terias aberto a página no poema que um dia me mostraste e que eu ontem não encontrei.

“não me fodas coração”é como termina um poema de Fernando Assis Pacheco, que ontem, 1 de Fevereiro, teria feito 72 anos se não fosse o coração a traí-lo.
Fernando Assis Pacheco morreu como gostariam de morrer muitos escritores: numa livraria. Na Bucholz.

O blog da Assírio lembra o autor de A Musa Irregular. Ontem voltei a pegar no romance Trabalhos e Paixões de Benito Prada. E lembrei-me deste projecto em que Assis Pacheco também era um nome.

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...