9.27.2009

um dia de cada vez




apesar do calor que ainda se faz sentir, os dias ganham novas cores, as árvores já não se deixam enganar e a paisagem por si também já é outra.

deste lado acaba-se projectos e começa-se a ver outros bem mais de perto.

o outono também vai vestindo a casa.

a primeira ilustração é capa da agenda para 2010 da revista Pais e Filhos (completa aqui)

XV





“os registos documentais mais antigos relativamente a esta cisterna, datam de 1473, quando o ouvidor do futuro rei D. João II, Afonso Álvares, pede autorização para construir uma passagem entre duas casas que possuía na zona histórica da vila de Avis.”

Na cisterna pode-se ver diversas marcas que correspondem ao que se denomina como siglas de canteiro. Ainda sem data precisa da sua inscrição, denota a existência de várias mãos no processo de talhe e montagem dos arcos e abóbadas interiores.
O Município de Avis efectuou a recuperação e a partir deste sábado (27 de Setembro) pode ser visitada.

O bom de se viver em terras com história é que essa história muitas vezes vive connosco em casa.

9.19.2009

My favorite things





Regressar a Estremoz e principalmente à feira de velharias que toma conta das manhãs de sábado é talvez dos prazeres deste sul, que por acaso ainda é centro, que mais me agradam.

Regressar ao largo D. Dinis em Estremoz, tem para mim um especial valor porque me traz à lembrança um passado em que vir ao Alentejo e sobretudo a esta zona era um mero passeio de fim-de-semana. Um Alentejo de memórias, de sonhos, de distâncias.

Hoje é-o de uma forma presente aquilo que somos, que fazemos, que ajudamos a construir e a enriquecer. Que sonhamos também, com desilusões, com lágrimas, com alegrias, com sorrisos, com frio e com calor.

Regressámos à Pousada da Rainha Sta Isabel, desta vez não para pernoitar, mas para ir ao Museu Municipal Prof. Joaquim Vermelho ver a exposição da Joana Rosa Bragança.

Não a consegui ver em “casa”,e não me apeteceu perder a oportunidade de ver de perto as personagens, que segundo João Maio Pinto, são na sua essência uma revelação de surpresa e intranquilidade carregadas de humor.

O Manel encantou-se por esta personagem, dizendo que lhe fazia lembrar o guardião da Sandra Monat que tem ao pé da cama. É de facto deliciosa, como são também estes “Viking plates”.

My favorite things – um filme e uma música, via papel de lustro

9.18.2009

let it come



o dia apressou-se numa espécie de Outono antecipado. Custa vê-los sair de casa assim com uma chuva ainda meio envergonhada mas já com cheiro a dias menos quentes.

vale a pena ler este post "do I love autumn?"

9.14.2009

dias tão azuis




de volta às histórias do barco da velha fica a lonjura do mar

quando é preciso repartirmo-nos




O dia mostrou-se grande em actividades, o Manel contava com duas “agendadas” há algum tempo. Confesso que apesar de me ter apetecido muito mais ter ido ter com amigos a Mora, não me senti no direito de o fazer.

O pai seguiu viagem e esteve lá. Com ele trouxe o primeiro livro do projecto Estação Imagem.

Um projecto que pretende criar um acervo de fotografia municipal, fotojornalismo e de design. Estação Imagem, porque irá funcionar na antiga estação ferroviária de Mora. Assistimos à apresentação deste projecto em 2007 e que já contavam com a criação de outras valências como laboratórios de revelação, tratamento digital, workshops e mesmo a criação de suportes para futuras exposições. O projecto de arquitectura ficou nas mãos de Duarte Ramirez.

"Lugares Alentejanos na Literatura Portuguesa" é o título da obra, o primeiro projecto da Estação Imagem, que conta com a interpretação de 12 fotógrafos e dois designers sobre textos de 14 escritores sob a temática Alentejo.
Luís Vasconcelos abordou o livro "Rio das Flores", de Miguel Sousa Tavares e Henrique Cayatte ilustra "Charneca em Flor", de Florbela Espanca.

Ainda de fotografia, - morreu o fotógrafo francês Willy Ronis um nome sonante que marcou também a ilustração. As imagens dizem tudo

9.11.2009

dos dias primeiros



escola grande para meninos pequeninos. houve choros que trouxeram outros choros. o Manel lá estava, aguentou-se. quando saímos uma lágrima correu-lhe pela cara. no fim deixou-nos com um sorriso. só queria era um menino como companhia.

page décriture um filme delicioso via papel de lustro

9.10.2009

sair do ninho




o dia impôs-nos uma ida a Lisboa, mas confesso que hoje teria ficado aqui ao sabor dele, a olhá-lo, a vê-lo crescer ou a pedir que ficasse assim ainda de covinhas nas costas das mãos.

amanhã começa uma nova etapa na vida do M. e sabendo que eu nunca gostei do primeiro dia de coisa alguma, sei que é a mim que vai custar o largar da mão.

escolhi este livro por me ser muito importante. O Outono é o tempo de envelhecer, mas é também e principalmente por ser dedicado aos "meninos que vão pela primeira vez à escola"

a açucena-da-serra foi escolhida pelo nome popular em que é conhecida nos Açores, -"Menina vai à escola", que é francamente bonito. Elas floresce no fim do Verão, princípio do Outono

os jogos, um da Majora "Vamos ler", criado por Franz Otto Schmaderer para a Ravensburg e o segundo das Edições Despertar do Porto.

9.09.2009

nostalgias



Talvez por um céu carregado e alguma trovoada, o cheiro a Outono e apesar do calor que se faz sentir parece querer nos entrar pela janela.

É o aproximar da estação das chuvas, dos pássaros que deixam o ninho, sob o olhar atento das mães.

Se calhar é apenas uma dada nostalgia de te ver a tão poucos dias de partires do ninho e a começares uma nova etapa da vida

ilustração completa aqui e cada vez mais apaixonada pelo trabalho de Gustavo Aimar

9.07.2009

em versão aluada



em Julho participei num workshop organizado pela nossa Biblioteca Municipal que contava com a presença de Elsa Serra, sob o tema contadores de histórias.

no meio de tantas coisas que gostava de fazer, o contar histórias não está, pelo menos com a paixão com que tantos bons contadores o fazem, nessa minha lista imaginária.

mas trabalhar com crianças ao nível da ilustração em que as imagens surgem das palavras dos livros, não há como fugir de as saber contar.


a biblioteca em jeito de experiência resolveu organizar uma noite ao correr de histórias. ao som das folhas. ao cheiro da noite. claro e em jeito de não contadores lá fomos nós recrutados. vamos ver no que dá. quem quiser, apareça, porque se fica pelo menos com a sensação que estão dispostos a nos ouvir.

9.01.2009

diferentes formas de ver





Ter começado a trabalhar cedo em jornais, a aprender a viver e ter amigos jornalistas, fotógrafos, realizadores e coisas que tais permitiu-me algum à vontade no que respeita a esta matéria de geringonças mais ou menos bonitas, de aparatos luminosos e cabos pelo chão.

Durante dois dias uma equipa de três fantásticas pessoas (RTP) tem-nos acompanhado naquilo que foi uma opção de vida há quase nove anos.

Uma reportagem de vida, de trabalho, na procura de respostas ou pelo menos de soluções arranjadas em que, em algumas situações, o viver-se no interior tem o peso que tem.

Na recta final para a entrega das ilustrações para a revista Pais e Filhos o retorno a um barco quase sempre agitado, com a necessidade de ir a um dos meus sítios preferidos, - a venda do sr. Rui.

Também na recta final e a menos de 15 dias de o Manel entrar para a escola primária ter-se a perfeita noção que não só a dele, mas que a nossa vida também vai mudar.

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