1.15.2013

YARA | IARA





YARA | IARA é o mais recente livro da fabulosa ilustradora Margarida Botelho. Margarida é bem verdade mais do que uma ilustradora, é essencialmente uma autora de alma que alia as histórias das suas vivências a um modo de ilustrar muito particular a que nos habituou e encantou.
Quem já a ouviu contar as suas viagens fica preso nelas e no brilho dos seus olhos. Quando começa a falar, as mãos dançam e puxam para estas viagens mesmo aqueles que não se arriscam a pôr os pés fora de casa. Os livros traduzem-se na história documental de duas culturas, como já tínhamos visto acontecer com EVA(S).
 YARA | IARA é o segundo livro da coleção Poka Pokani e faz parte de um projeto artístico de intervenção comunitária que se baseia no registo documental de histórias registadas na primeira pessoa, neste caso de uma menina kayapó que vive na bacia do rio Xingu na Amazónia e outra menina que vive na Europa. Ambas iniciam a sua viagem em lados opostos do livro, mas no fim sentimos que há tantos pontos em comum e que convergem no centro do livro.
Ficamos mais ricos com as histórias e com as palavras que as povoam, como tucanaré (peixe), tracajá (tartaruga), copaíba (árvore) entre tantas outras.
Ficamos à espera com muita espectativa da próxima história que desenvolve em Sadhana, na Índia e de que já tivemos oportunidade de a ouvir falar.

a última foto é da Margarida na aldeia Kararaô no Xingu, com os indios Kayapô, onde teve a possibilidade de pintar com jenipapo (genipapo - os índios usam o suco do fruto para pintar o corpo) e urucum

tudo isto fez-me lembrar esta música

1.14.2013

tea

A menos de um mês do fim da exibição "Um Chá para Alice" a exposição reúne um conjunto de ilustrações contemporâneas deste conto tão intemporal de Lewis Caroll. As minhas preferências vão para os trabalhos do eslovaco Dusan Kallay, Chiara Carrer (itália), e de quem eu quero tanto o livro "O comboio", editado pela OQO, Violeta Lópiz (espanha), Joanna Concejo (Polónia), Anne Herbauts (Bélgica) entre outros, nomeadamente da portuguesa Teresa Lima.

o primeiro filme sobre o tema realizado em 1903 realizado por Percy Stow (1876-1919) e Cecil Hepworth (1873-1953) via cria cria

de mim, dois livros na calha, o reinicio dos ateliers nas escolas públicas de Lisboa, "Um coelho para Alice" e  "What´s in your closet" 

1.10.2013

voar




"Um dia, as aves pousaram o seu olhar para lá dos ramos e das folhas, e imaginaram uma vida diferente.
Começou assim uma nova era.
Explicaram às suas crias o como e o porquê de tudo o que as rodeava..."

É assim o início de "Aves", o livro vencedor do V Prémio Internacional de Compostela para Álbuns Ilustrados e editado pela Kalandraka, é sem dúvida uma lição de vida.
A contínua procura pelo desenvolvimento capacidade inerente ao seres humanos, personificados aqui pelas aves, mas que muitas vezes se desvia dos princípios fundamentais gerando conflitos, tem sido lido e relido, pensado e falado a dois.
Um livro de dois jovens artistas mexicanos David Àlvarez Hernández e María Julia Díaz Garrido que traduzem um virtuosismo técnico a par de uma linguagem poética.

Enquanto esperamos pela Primavera.

1.09.2013

sempre a aprender

a menos de 10 dias do fim das férias do M. e já tenho saudades daqueles dias. não escondo que viver no interior revelou-se muito complicado, não só por questões profissionais que me levam a sair, como a oferta cultural ser curta. muito curta.
Nestes anos tenho procurado mostrar ao Manel o que de diferente e inovador se faz em várias áreas e surpreendentemente na última ida à Gulbenkian para ver "Um chá para Alice" fui puxada para ver "As idades do mar".
Percebi que lhe tenho "escondido" os clássicos, mas que pela minha formação achei que haveria tempo. Esse tempo chegou com o interesse dele e agora com a vontade de lhe mostrar muito mais.
A exposição é uma abordagem de uma leitura poética sobre o mar, onde estão patentes cerca de cem obras compreendidas entre os séculos XVI e XX. Dividida em seis perspetivas que visam a compreensão desta força da natureza que tanto atrai como atormenta. Um apelo à grandeza, à imensidão, mas também à impotência do homem face ao mar. De William Turner, Constable, Courbet, Manet, Monet, Signac, Sorolla, Klee a pintores portugueses como Amadeo de Souza-Cardoso ou Vieira da Silva, entre muitos outros.

Surpreendente foi também o gosto que demonstrou pela série que estreou esta semana na RTP2, "Românticos desesperados", realizada pela BBC e que conta a história da Irmandade Pré-Rafaelita. Um grupo de artistas que durante a Revolução industrial surge contra a arte académica inglesa que seguia os moldes clássicos do Renascimento e que pretende devolver à arte a pureza do gótico e do estilo medieval. Constituído por Dante Gabriel Rossetti, William Holman Hunt e John Everett Millais, que embora unidos pelo mesmo objectivo não revelam coesos na sua produção.
Aguardamos ansiosamente o próximo episódio

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