7.15.2015

2010 e o PNL

estávamos em novembro de 2000 quando o Alfabeto Trapalhão passou a constar nos livros propostos pela Casa da Leitura da Gulbenkian com este texto muito simpático escrito pela Rute Figueiredo.

foi um dos livros que mais prazer me deu fazer e confesso que tudo à minha volta proporcionava um bem estar acrescido.

o Manuel regressava da escola dos crescidos (1º ano) e acompanhava-me nas ilustrações como fez quando ainda era mais pequenino com outros livros, copiando e reinventando personagens.

o verão chegou e o prazo estreitava-se nas longas tardes quentes do Alentejo, mas sabia bem ir trabalhar para o jardim para as compridas mesas de madeira, que ora serviam de mesa de trabalho ou davam espaço a belos jantares.

foi um tempo de contemplação, do material que tinha para trabalhar, e que material precioso, cartas e documentos com mais de um século foram palco para que as personagens deste livro ganhassem espaço e dançassem ao sabor de uma caligrafia invejável.

foi tempo de contemplar o crescimento daquele menino que se dividia entre banhos na piscina (insuflável) e as compridas mesas de madeira, usando com uma mestria a tesoura na arte de recortar.

como sempre a presença dele dilui-se na minha, entrelaçando gostos, cumplicidades. não podia ter sido de outra maneira, e assim pelas mãos dele nasceram as letras que estão nas guardas deste livro.

da água da piscina descobri papéis escondidos por outras capas e que serviram de fundo a algumas páginas...

hoje e passado estes anos, O Alfabeto Trapalhão com texto de Lurdes Breda e editado pela querida Ana Paula Faria da Gatafunho, entra para o PNL.

é muito bom...

eu continuo a preferir uma sigla que o Miguel Horta usou há pouco tempo, PNF, Plano Nacional Familiar e é assim que vamos escolhendo os nossos livros, sempre com o coração perto dos olhos.


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