7.22.2015

Anorak e A Loja de Revistas

se há livrarias que gosto de frequentar em contraponto a outras de grandes cadeias, também há um lugar especial para quem, como eu, gosta de determinadas revistas que não têm distribuição em Portugal.

quando vivia no Alentejo a Livraria Barata era uma boa opção, mas nem sempre encontrava o que queria.

com a mudança para Lisboa e no caminho para a escola do Manuel descobri esta loja de revistas e tenho-me como suspeita quando digo que poderia ser "A" Loja, porque não encontro melhor.

o Luís e a Sandra, além da simpatia são aquilo que eu espero de alguém que trabalha, seja no que for, amor, dedicação e profissionalismo e por essa razão fazem de tudo para satisfazer todos os gostos e idades com uma oferta acima de 500 publicações diferentes.

a Kinfolk foi a revista que me levou até à Rua do Loreto, no Bairro Alto, e depois dessa vieram mais, muitas mais, umas que conhecia e que ia namorando nos sites, outras que o Luís vai-me mostrando e que folheamos sem que isso signifique ter de comprar.

como um bom livreiro, também ele sugere e dá-nos a conhecer descobertas dele ou de outros clientes atentos que pediram por "aquela" publicação...

ontem fui invadida por um misto de contentamento e tristeza.

a Anorak (que eu tinha pedido) passou a ser vendida aqui, mas esta loja tem muito provavelmente os dias contados.
o Luís contou-me que o prédio foi vendido, como muitos dos prédios da Baixa Lisboeta, e o destino da Loja está nas mãos do novo proprietário. resta-nos esperar por um bom desfecho.

a Anorak revista que eu já seguia através da app para ipad define-se bem com a frase "The Happy Mag for Kids"


esta edição é provavelmente uma das melhores até hoje. a capa é magnificamente ilustrada pelo o artista francês Amandine Urruty e de facto cumpre o grande ojetivo desta revista surpreender e encantar os leitores, pequenos e crescidos.

apesar de alguns temas mais infantis, uma das coisas boas é o Manuel ler a revista totalmente em inglês tornando-se para ele mais uma janela aberta para o mundo.



esta edição inclui histórias divertidas como o retorno "The Cat With no Hat"

"The Crazy Words Gang", entre muitas outras fantásticas histórias, com ilustrações tão diferentes, mas todas magníficas.


e a história de Harry cujo o trabalho é abraçar e que leva-me a pensar neste outro post.

Harry descreve o abraço ao longo do tempo e como no século XIX, as pessoas procuravam fazê-lo de uma forma discreta, sempre dentro de portas e como a mentalidade mudou nos últimos anos.

Harry incentiva -, Away with kissing on both cheeks, let´s hug!

claro que ainda há muita gente a viver no século XIX...

já nos cruzámos uma vez por outra com alguém que enverga um letreiro que diz "abraço retraindo o corpo com receio desse contacto. o medo tolda-nos o corpo e os afectos.

lembro-me da história de João Manuel Serra, o Senhor do Adeus, que acenava a toda a gente na busca de combater a solidão.

o coletivo artístico multidisciplinar belga BERLIN, deixou-se encantar por este homem e propõe uma obra gráfica, através de um painel gigante interactivo composto por 729 azulejos, colocados na fachada de um edifício localizado na Senhora do Monte, na Graça.

para conhecer melhor este projeto .

não podia deixar de mostrar a página da produção de moda da Anorak, e que foge aos meninos e meninas estereotipados de outras produções de moda, dando esta espaço para a ilustração.


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